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Diagnóstico

Polissonografia domiciliar na região Bragantina: quando o exame em casa é indicado

O exame do sono em casa é uma boa opção para muitos adultos com suspeita de apneia, mas tem indicação certa. Entenda os critérios das diretrizes e como é o atendimento na região Bragantina.

Polissonografia domiciliar na região Bragantina: quando o exame em casa é indicado

A polissonografia domiciliar é indicada, principalmente, para adultos com forte suspeita de apneia obstrutiva do sono moderada ou grave e sem outras doenças importantes que atrapalhem a leitura do exame. Na região Bragantina, a Sonofisio realiza esse exame do tipo 3: você é orientado a colocar os sensores, dorme em casa e devolve o aparelho no dia seguinte.

Quem decide se o exame em casa serve para você é o médico. Mas entender os critérios ajuda a chegar à consulta mais preparado e a saber o que esperar do resultado.

Por que o exame em casa ganhou espaço

A polissonografia completa, feita em laboratório com acompanhamento de técnico durante a noite, é considerada o exame de referência para diagnosticar a apneia. O consenso da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT) lembra, porém, que ela exige estrutura especializada, tem custo mais alto e não está disponível em todo lugar.

O teste domiciliar surgiu como alternativa para os casos certos. Ele registra a respiração, o esforço para respirar e a oxigenação na sua própria cama, sem deslocamento à noite e sem dormir em ambiente estranho.

Quando o exame em casa é indicado

A diretriz de 2017 da Academia Americana de Medicina do Sono (AASM), também citada pelo consenso brasileiro, recomenda o teste domiciliar para adultos sem complicações clínicas e com sinais de risco aumentado de apneia moderada a grave. Segundo a diretriz, esse risco aparece quando há sonolência excessiva durante o dia e pelo menos dois destes sinais:

  • ronco alto e frequente;
  • pausas na respiração, engasgos ou sufocamento durante o sono, notados por outra pessoa;
  • pressão alta já diagnosticada.

Se o ronco é o que mais chama atenção em casa, o artigo ronco e apneia do sono explica quando ele merece investigação. E a lista de sintomas de apneia do sono ajuda a reconhecer outros sinais que vale contar ao médico.

As orientações da AASM também citam que o teste portátil pode ser considerado quando a polissonografia no laboratório não é possível, por exemplo por dificuldade de locomoção ou por questões de segurança.

Quando o laboratório é a melhor escolha

Em algumas situações, o aparelho portátil não registra o suficiente para uma conclusão segura, ou existe risco de outros tipos de distúrbio respiratório. Nesses casos, as diretrizes recomendam a polissonografia completa no laboratório:

  • doença cardíaca ou pulmonar importante, como insuficiência cardíaca ou DPOC;
  • doença neuromuscular que possa enfraquecer a respiração;
  • suspeita de hipoventilação, acordado ou dormindo;
  • uso contínuo de remédios opioides;
  • história de AVC;
  • insônia grave;
  • suspeita de outro distúrbio do sono que não seja respiratório;
  • situações em casa ou pessoais que impeçam um registro de boa qualidade.

A AASM também deixa claro que o teste domiciliar não serve para rastrear pessoas sem sintomas. Ele é um exame médico, pedido para investigar uma suspeita concreta.

Exame em casa é para a pessoa certa: adulto com sintomas claros de apneia e sem doenças que confundam o resultado.

O que levar para a consulta

Como a escolha entre casa e laboratório depende da sua história, algumas informações ajudam o médico a decidir:

  • como é o seu sono e o seu cansaço durante o dia;
  • o que a pessoa que dorme com você percebe: ronco, pausas, engasgos;
  • doenças que você já tem, principalmente do coração, dos pulmões ou neurológicas;
  • a lista dos remédios que você usa, inclusive para dor e para dormir;
  • se já teve AVC ou se tem dificuldade importante para dormir.

Como funciona o exame em casa

O aparelho usado é o ApneaLink Air, da ResMed, que registra até cinco canais: esforço respiratório, pulso, saturação de oxigênio, fluxo nasal e ronco. Na prática, são uma cinta no peito, uma cânula fina no nariz e um sensor no dedo.

  • Você recebe orientação para colocar os sensores sozinho, em casa.
  • Dorme no seu horário de costume, na sua cama.
  • No dia seguinte, devolve o equipamento.
  • O registro é analisado e o laudo é feito por médico.
  • Você leva o laudo ao médico que pediu o exame, que define o diagnóstico e o tratamento.

Mais detalhes estão na página de polissonografia domiciliar e no artigo sobre a polissonografia tipo 3.

E se o resultado vier normal?

O teste em casa não mede as ondas cerebrais, então não sabe exatamente quanto tempo você dormiu. Ele calcula os eventos pelo tempo total de gravação, e isso pode fazer o resultado subestimar a apneia. O consenso da SBPT aponta que essa diferença pesa mais na apneia leve e em quem tem eventos com pouca queda de oxigênio, como pessoas jovens, mulheres e pessoas com peso normal.

Por isso, quando o exame em casa vem negativo, inconclusivo ou com falha técnica, e os sintomas continuam, a diretriz da AASM recomenda seguir para a polissonografia no laboratório. Um resultado normal não encerra a investigação se o seu médico ainda suspeita de apneia.

Depois do diagnóstico

Se o médico indicar CPAP, o diagnóstico pela polissonografia e a prescrição médica são necessários para comprar ou alugar o aparelho. A Sonofisio trabalha com venda e locação de CPAP e BIPAP e com máscaras de vários formatos e tamanhos.

Para quem mora fora de São José dos Campos, parte do acompanhamento pode ser feita à distância: em muitos aparelhos, a fisioterapeuta acessa os dados de uso remotamente, faz videochamada para orientar e consegue indicar o tipo e o tamanho da máscara por vídeo ou por foto do rosto.

Referências

  • Kapur VK, Auckley DH, Chowdhuri S, et al. Clinical Practice Guideline for Diagnostic Testing for Adult Obstructive Sleep Apnea: An American Academy of Sleep Medicine Clinical Practice Guideline. J Clin Sleep Med. 2017;13(3):479-504. doi.org/10.5664/jcsm.6506
  • Collop NA, Anderson WM, Boehlecke B, et al. Clinical guidelines for the use of unattended portable monitors in the diagnosis of obstructive sleep apnea in adult patients. J Clin Sleep Med. 2007;3(7):737-747. doi.org/10.5664/jcsm.27032
  • Rosen IM, Kirsch DB, Carden KA, et al. Clinical Use of a Home Sleep Apnea Test: An Updated American Academy of Sleep Medicine Position Statement. J Clin Sleep Med. 2018;14(12):2075-2077. doi.org/10.5664/jcsm.7540
  • Duarte RLM, Togeiro SMGP, Palombini LO, et al. Brazilian Thoracic Association Consensus on Sleep-disordered Breathing. J Bras Pneumol. 2022;48(4):e20220106. doi.org/10.36416/1806-3756/e20220106